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Recital de poesia

03 de fevereiro

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O visionário e o transcendental por detrás das palavras do autor José Estevão

Recital de poesia

Recital de poesia

No próximo dia 3 de fevereiro, às 16h30, o Auditório da Biblioteca Municipal apresenta o recital de poesia, “Há ir e voltar” com o autor José Estevão, acompanhado à viola pelo músico Rui Gomes.

Nascido em 1952, em Aljustrel, José Estevão imigrou, em 1972, para a Holanda para fugir ao Estado Novo. Formou-se em Ciências Políticas e em Filosofia pela Universidade de Amesterdão. Trabalhou como animador cultural e organizador comunitário, envolvendo-se em atividades sociais e culturais, sempre ligado a pessoas das áreas da pintura e da escrita.

Além de ter exercido outras funções, é presidente de uma fundação que reúne todas as comunidades do sul da Europa, e foi, durante 12 anos, presidente da APA-Associação Portuguesa de Amesterdão.

Nesta cidade europeia, organiza, mensalmente, tertúlias culturais e musicais, que têm atraído não só portugueses, como outras pessoas, amantes da cultura do país de Camões e de Fernando Pessoa.   José Estevão, que pinta e escreve poesia desde a sua juventude, tem participado em exposições de pinturas e publicado poemas em revistas e coletâneas com outros poetas portugueses e holandeses.

Com quase duas nacionalidades, sente-se bem nos dois países, mas entre o “Ir e o Voltar” o seu coração está mais em Aljustrel, onde já participou em exposições coletivas de pintura do NAVA-Núcleo de Artes Visuais de Aljustrel. Agora, reformado, com tempo livre e com um pé lá e outro cá, deseja integrar-se, ainda mais na comunidade da sua terra natal, realizando atividades culturais que desenvolve em Amesterdão.

José Estevão tem lido o seu trabalho em vários palcos acompanhado por músicos amigos.

A mensagem dos seus poemas nunca é linear, há sempre ambivalências no que o poema contém. Isso é revelado pelos sentimentos e pensamentos que o poema desperta. Muito depende portanto da interpretação. O que o poeta escreve é resultado daquilo que ele “encontrou” na vida; do interrogatório a que o poema o submeteu. É ao mesmo tempo um diálogo mais claro e pleno com o próprio e com os outros”. Para o autor: “ O poema é um mineral extraído de uma mina do maravilhoso”.

Como tal, no próximo sábado, 3 de fevereiro, nesta terra de mineiros, José Estevão, acompanhado pela música improvisada de Rui Gomes, vai ler os seus poemas, muito próximo do público e em voz alta, para mostrar que, “por detrás das palavras há algo visionário e transcendental”.

 

José Estevão - S/Título