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Exposição

23 de fevereiro

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À volta do Moinho, uma viagem às recordações e vivências de um fotógrafo

Exposição

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O Centro d’Artes de Aljustrel inaugura, no dia 23 de fevereiro, às 17h30, a exposição de fotografias “À volta do Moinho”, de Rui Gomes.

Nascido, em 1953, em Aljustrel, Rui Gomes interessou-se, muito cedo, pela fotografia. Seduzido por esta arte, iniciou-se pelo tratamento de imagens a preto e branco, através de negativos, que revelava com produtos químicos e equipamento que ele próprio construía.

Só mais tarde, após adquirir a sua primeira máquina fotográfica de plástico, começou a fotografar. Ao longo dos anos, essa paixão pela fotografia levou-o a efetuar trabalhos como repórter fotográfico e a participar em exposições de fotografia coletivas e individuais, tendo sido premiado em vários concursos e tendo participado como júri em alguns concursos de fotografia.

 

Apesar de ter passado metade da sua vida a trabalhar na mina de Aljustrel, como desenhador, Rui Gomes é um artista multifacetado. Ligado a atividades de carácter cultural nomeadamente na área do desenho e da pintura, do artesanato, mas também como animador cultural, ensaiador de grupos corais de jovens, ator e fundador de grupos de teatro, Rui Gomes, também, tem uma forte ligação à música. Vencedor na sua juventude de vários prémios musicais, fez parte de grupos de bailes e, desde há vários anos, é membro de grupos de música tradicional alentejana, como o Nova Aurora ou o Luar da Namorosa, entre outros.  No desporto, também foi jogador de futebol federado pelo Sport Clube Mineiro Aljustrelense.

 

Sempre ligado à sua terra e grande defensor e colaborador de atividades de voluntariado, Rui Gomes, que se considera um ativista do associativismo, foi membro dos corpos gerentes de várias coletividades socioculturais aljustrelenses.

 

Nesta exposição, no Centro d’Artes”, intitulada “À volta do Moinho”, Rui Gomes mostra através de fotografias a relação que tem mantido com o Moinho “Maralhas” desde a sua meninice. A curta distância habitacional do moinho e a amizade privilegiada que travou com o moleiro permitiram uma aproximação de visitas quase diárias. Nesta exposição, Rui Gomes retrata toda essa vivência, desde as suas recordações do cheiro da farinha, do barulho incessante da engrenagem, do som das mós na transformação do trigo em farinha, do pó branco que a todos adornava, do fascínio das velas ao vento, ao cantar do rouxinol. Mas também, do mais desejado: o regresso, pela tardinha, sentado na pequena carrinha, puxada por um burrinho, com os sacos de farinha que eram levados para a moagem, na vila. Hoje ainda é possível ver parte desse caminho acidentado, feito de pedras e de rochas firmes, que obrigavam a um baloiçar natural e faziam as delícias de quem ignorava os perigos.

São todas estas memórias que o levaram, ao longo dos últimos 25 anos, a recolher e a registar estas fotografias que quer compartilhar, agora, com o público.

A exposição vai estar patente ao público até ao dia 14 de março.