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Aljustrel e Rio de Moinhos

União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos

  • Moinho
  • Rio de Moinhos
  • senhora castelo
  • Aljustrel
 

Av. 1º de Maio,

7600 – 010 Aljustrel

Tel. 284 602 404

Fax. 284 601 611

e-mail geral@jf-aljustrel.pt

uniao.freguesias@jf-aljustrel.pt

Site - www.jf-aljustrel.pt 

UNIÃO DAS FREGUESIAS DE ALJUSTREL E RIO DE MOINHOS

 

A União das Freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos, tem 228,85 km² de área, 5 878 habitantes (2011) e densidade populacional 25,7 hab/km². Foi constituída em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, pela agregação das antigas freguesias de Aljustrel e Rio de Moinhos e tem sede em Aljustrel.

 

ALJUSTREL

 

Uma das mais antigas povoações de Portugal. Duas colinas, um vale, casario em sucalcos, paisagem a perder de vista e um passado milenar. É Aljustrel, do alto da Senhora do Castelo. Estamos no coração do Baixo Alentejo e o forasteiro que aqui se desloca, olha à sua volta e deslumbra-se com a vasteza dos campos, o oceano das paisagens, a planície a perder de vista. Aljustrel, antiga cidade romana Vipasca, denominada Al-lustre pelos árabes, aos quais foi conquistada, em 1234, no reinado de D. Sancho II, por D. Paio Peres Correia e os Cavaleiros da Ordem de Santiago de Espada. Como recompensa, o monarca fez-lhes doação desta praça e uma vastíssima área, a qual viria a ser confirmada por D. Afonso III, que deu a Aljustrel, em 16 de Janeiro de 1252, o Primeiro Foral. Posteriormente, D. Manuel I, concedeu Foral Novo a esta vila, em 20 de Setembro de 1510. Nos últimos dois séculos, a rudeza da actividade de extracção mineira envolveu completamente toda esta região, moldando-lhe os hábitos e as tradições, ditando-lhe a maior ou menor grandeza do ganha pão, o bulício do dia-a-dia. Conhecida desde tempos imemoriais pelas suas jazidas minerais, não há certezas quanto à época em que estas terão começado a ser sistematicamente exploradas. Contudo, as diversas ocupações aqui existentes, desde a idade do Cobre, apontam para que a exploração tenha começado, de forma incipiente, 3.000 anos antes de Cristo. É com a ocupação romana entre os sécs. I e IV d.C. que se inicia a exploração em larga escala do minério, que era fundido no local e posteriormente transportado para Roma. Desta ocupação existem numerosos vestígios, nomeadamente no «Chapéu de Ferro» e escoriais da mina de Algares, onde foram encontradas 2 placas em bronze, que contêm as normas que regiam aquele Couto Mineiro, então designado por Vicus Vipascensis. Após a ocupação romana, estas minas deixaram de ser exploradas intensivamente, tendo sido retomada, a actividade mineira em larga escala, em 1849. Até aos nossos dias passou por sucessivos altos e baixos, representando as décadas de 60/80 o último grande pico da actividade mineira do concelho. Actualmente em funcionamento, a mina constitui um importante património económico e cultural. Ligado a este sector saliente-se, ainda, a existência de uma fábrica de explosivos civis, implantada na área da mina.

 

ACTIVIDADES ECONÓMICAS

Exploração mineira, comércio, serviços, agricultura, pecuária, silvicultura, indústria gráfica, serralharia, carpintaria, construção, explosivos civis.

 

PATRIMÓNIO EDIFICADO

Ermida de Nossa Senhora do Castelo (séc. XV) e ruínas do castelo (islâmico) - Classificado Imóvel de Interesse Público. Igreja de S. Salvador (Matriz). Igreja da Misericórdia (Renascença). Moinho do Malpique, Chaminés, Malacates.

 

PONTOS DE INTERESSE

Museu de Arqueologia, Complexo das minas e turismo cinegético.

 

RIO DE MOINHOS

 

O sector primário da sua economia impõe-se, destacando-se como produtos principais as oleaginosas (azeitona e girassol), a cultura de cereais (em regime extensivo de sequeiro), o tomate (para concentrado), milho, arroz e vinha. Foi em Rio de Moinhos que Manuel Brito Camacho, político republicano, nasceu e aprendeu as primeiras letras e o apego que o ligou ao Monte das Mesas onde viveu a infância, onde «brincou, fisgou pardais e foi aos grilos» fê-lo escrever, ao longo da vida, numerosas páginas sobre a paisagem desta região e o modo de vida bucólico, de outros tempos: «Que bom tempo aquele! Pela meia tarde, na época da ordenha, a horas certas, ainda vinha longe o alavão, logo eu corria para o aprisco, sem chapéu, e punha-me a tocar o búzio com muita força até que o roupeiro chegasse, quase sempre furioso por o terem chamado antes do tempo. Que feliz eu era então».

 

ACTIVIDADES ECONÓMICAS
Agricultura, olivicultura, pequeno comércio e construção civil. Produtos principais: oleaginosas (azeitona e girassol), cereais (em regime extensivo de sequeiro), tomate (para concentrado), milho, arroz e vinha.

 

FESTAS E ROMARIAS
Baile da Pinha (Páscoa).