Fotografia
Júlio Roriz expõe em Aljustrel
O espaço Oficinas e Animação e Formação Cultural inaugurou no 14 de setembro, a exposição de fotografia "Longevo Fiir" de Júlio Roriz.
Nascido em 1970, em Viana do Castelo, este fotógrafo vive atualmente em Beja onde desempenha as funções de promotor cultural e de curador na Galeria do Desassossego.
A exposição itinerante do Museu Jorge Vieira, que se apresenta em Aljustrel, descreve/representa a luz e os espaços, os lugares e os objetos – corpos vivos e/ou defuntos-, mas também visões e ideias insólitas da própria natureza.
Este projeto fotográfico pretende extrair ânimo do inerte, impregnando, com esse fim, as imagens da intensidade dramática e cénica do espaço e do tempo, especialmente enfatizadas pelo claro-escuro.
Júlio Roriz intervém artisticamente, no contexto do seu próprio corpo, adotando o papel de suporte como meio de expressão. O tema incide sobre a problemática dos sacrifícios da humanidade – o “crucifixo”.
Noutro registo, adota a fotografia como se tratasse de um objeto de viagem: imagens de paisagens urbanas e campestres; imagens do comboio que partiu e de quem vê chegarem novos viajantes… mas também do barbeiro que mora ali ao lado.
O autor pretende ser, em simultâneo, um agente artístico e um observador que capta memórias, ideias que experimentam um determinado espaço de liberdade e de comunicação, sem entraves.
Fotografar é assim uma forma de estar mais atento e de aspirar, em permanência, à compreensão do que nos rodeia – uma síntese comunicativa concentrada na imagem fotográfica.
A exposição “Longevo Fiir” vai estar patente ao público até ao dia 20 de outubro.