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Fórum Emprego

02 de outubro

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1.º Fórum Emprego e Qualificação

Sìnteses e Conclusões

Fórum Emprego

O 1.º Fórum Emprego e Qualificação, realizado no passado dia 28 de setembro em Aljustrel, contou com cerca de 150 participantes e, para além da apresentação do filme “Aljustrel, Terra Viva” e do Guia Empresarial e Comercial do Concelho de Aljustrel, abordou as políticas públicas de emprego e qualificação em vigor no momento, bem como as questões do emprego e da qualificação no sector privado, no âmbito dos várias iniciativas/projetos empresarias existentes e/ou programadas para o concelho.

 Este fórum vem na sequência de outros colóquios e iniciativas (ex. Feira das Profissões e Qualificações) realizados pela Câmara Municipal de Aljustrel dentro da mesma área de intervenção – desenvolvimento económico e social -e contou com a presença de Noel Farinho, diretor do Centro de Emprego de Beja; Carolina Abel, diretora do Centro de Formação Profissional de Aljustrel; Ana Isabel Braz, da Almina; Paulo Barbas, da Orica; António Gonçalves, da Majogab; Mariana Pereira, do Hotel Villa Aljustrel; João Coutinho, da Quinta da Maioridade; António Parreira, da Associação de Beneficiários do Roxo e de Vasconcelos e Sousa, da Agromais. A abertura dos trabalhos ficou a cargo de Nelson Brito, presidente da Câmara Municipal de Aljustrel e a moderação coube a David Marques, presidente da Esdime – Agência para o Desenvolvimento Local do Alentejo Sudoeste.

 A finalizar os trabalhos e após as considerações finais, foi apresentado o “exemplo de empreendedorismo", do comendador Leonel Cameirinha, empresário que ao longo de várias décadas tem contribuído para a criação de emprego e para o desenvolvimento económico e social da região, que relatou, na primeira pessoa, as suas experiências passadas e a sua visão de futuro, apresentando igualmente a sua biografia, recentemente publicada em livro, ficando esta tarefa a cargo do jornalista António José Brito, autor da obra e diretor do jornal Correio Alentejo.

 Das várias comunicações efetuadas, e do debate que se seguiu às mesmas, destacaram-se as seguintes conclusões/questões:

 

  • Os níveis de desemprego no Concelho de Aljustrel estão em contraciclo com os registados na região e no país, representando o mesmo cerca de 3,4% do desemprego registado no distrito (inscritos nos centro de emprego);

 

  • Verifica-se algum desencontro entre o mercado de trabalho e as qualificações dos trabalhadores desempregados disponíveis em termos de especialização;

 

  • O desemprego afeta na sua maioria o género feminino, com baixas qualificações, atingindo igualmente de forma acentuada os jovens licenciados à procura do primeiro emprego;

 

  • Importância e necessidade de continuidade das formações modulares;

 No fórum, recolheram-se importantes informações e esclarecimentos sobre a questão do emprego e formação profissional/qualificação, apontando pistas mais claras para reflexão e para os desafios que o concelho tem de enfrentar para combater esta problemática, nomeadamente:

 

  • A necessidade da elaboração de um diagnóstico relativo à área do emprego e qualificação;

 

  • A necessidade de oferta formativa dirigida aos mais jovens e às mulheres;

 

  • A necessidade de desenvolvimento de formações adequadas a novas oportunidades de emprego decorrente da alteração da estrutura profissional, resultante da evolução tecnológica e do aparecimento de novos perfis profissionais decorrentes da reconversão de alguns sectores – indústria mineira, turismo, agricultura, etc.;

 

Foi igualmente identificada a necessidade de reforço da concertação estratégica, no âmbito da Rede Social, entre os decisores-chave sobre que opções são determinantes na empregabilidade do território com a coordenação subsequente das políticas e programas de formação e oferta educativa profissionalizante, definindo-se algumas prioridades estratégicas:

 

  • Elaboração de diagnósticos de formação;

 

  • Definição das estratégias formativas comuns;

 

  • Desenvolvimento de respostas de qualificação ajustadas às necessidades do território;

 

  • Gestão partilhada de oferta escolar profissionalizante;

 

  • Construção de instrumentos integrados de divulgação das diferentes ofertas formativas, da implementação das políticas ativas de emprego já disponíveis e das iniciativas locais de criação de empresas e emprego;

 

  • Partilha de informação útil à promoção da empregabilidade;

 

  • Partilha de ofertas de emprego pelas entidades empregadoras;

 

  • Identificação de oportunidades no mercado de trabalho mediante a evolução do mercado;

 

  • Identificação e troca de práticas de excelência;

 

  • Dar continuidade à iniciativa Fórum Emprego e Qualificação.